quarta-feira, 6 de abril de 2011



Galera aí vai um vídeo de um dos organizadores da Semana de Arte moderna de 22...
Amar, verbo intransitivo é uma das melhores obras de Mário de Andrade, é uma crítica a elite burguesa, aos seus costumes-os mais sórdidos, que na época eram efetuados escondidos, por causa da repressão pública...
Bem, espero gostem, e quem puder ler o livro, melhor...
Até a próxima postagem...
     Débora Nobre

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Vinicius de Morais

Bem galera, não há outro homem que mais tenha sentido o amor como Vinicius de Morais, na geração do modernismo(45)...
Jornalista, poeta, dramaturgo, compositor; Vinicius tem uma obra vasta que ficou mais conhecida pelos seus sonetos essencialmente líricos...Boêmio assumido, era conquistador- quem não se encanta hoje só com os sonetos dele, sem mesmo o conhecê-lo?-se casou nove meses ao longo de sua vida e adorava uísque...
Tem obras na literatura, musica, cinema e teatro... Na área musical teve companheiros como Tom Jobim, Toquinho entre outros nomes da MPB...Quem nunca ouviu o poema, que depois virou música A CASA?
Bem aqui vai um soneto desse grande escritor, que ainda hoje emociona muita gente...

Eu não existo sem você

Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham pra você

Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
Eu não existo sem você.

Espero que gostem...até a próxima postagem...
                        Débora Nobre

domingo, 3 de abril de 2011

Galera achei esse texto e pensei que seria muito interessante compartilhar com vcs...

"Não me interessa o que você faz para ganhar a vida.
Quero saber o que você deseja ardentemente, se ousa sonhar em atender aquilo pelo qual seu coração anseia.
Não me interessa saber a sua idade.
Quero saber se você se arriscará a parecer um tolo por amor, por sonhos, pela aventura de estar vivo.
Não me interessa saber que planetas estão em quadratura com a sua lua.
Quero saber se tocou o âmago de sua dor, se as traições da vida o abriram ou se você se tornou murcho e fechado por medo de mais dor!
Quero saber se pode suportar a dor, minha ou sua, sem procurar escondê-la, reprimi-la ou narcotizá-la. Quero saber se você pode aceitar alegria, minha ou sua; se pode dançar com abandono e deixar que o êxtase o domine até a ponta dos dedos das mãos ou dos pés, sem nos dizer para termos cautela, sermos realistas, ou nos lembrarmos das limitações de sermos humanos.
Não me interessa se a história que me conta é a verdade.
Quero saber se consegue desapontar outra pessoa para ser autêntico consigo mesmo, se pode suportar a acusação de traição e não trair a sua alma. Quero saber se você pode ver beleza mesmo que ela não seja tão bonita todos os dias, e se pode buscar a origem de sua vida na presença de Deus. Quero saber se você pode viver com o fracasso, seu e meu, e ainda, à margem de um lago, gritar para a lua prateada: ‘Posso!’
Não me interessa onde você mora ou quanto dinheiro tem.
Quero saber se pode levantar-se após uma noite de sofrimento e desespero, cansado, ferido até os ossos, e fazer o que tem de ser feito pelos filhos.
Não me interessa saber quem você é e como veio parar até aqui.
Quero saber se você ficará comigo no centro do incêndio e não se acovardará.
Não me interessa saber onde, o quê, ou com quem você estudou.
Quero saber o que o sustenta a partir de dentro, quando tudo o mais desmorona.
Quero saber se consegue ficar sozinho consigo mesmo e se, realmente, gosta da companhia que tem nos momentos vazios. "


                                                              | the invitation |
 Inspirado por Sonhador da Montanha Oriah, 
 ancião índio americano,  maio de 1994  

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Mais um trecho de Clarice...

"Se você sabe conviver com pessoas intempestivas, emotivas, vulneráveis, amáveis, que explodem na emoção: acolha-me."
Clarisse Lispector

Espero que gostem. . . até a próxima postagem. . .
       Débora Nobre